É
com estupefacção e consternação que se constata que, a propósito da política de
comunicação do SMMP, o candidato a presidente da direcção da Lista B afirme
hoje publicamente a um jornal diário que: “acredito
que há na investigação quem venda informação a jornalistas”, acrescentando
que “não conheço nenhum caso mas é uma
das justificações plausíveis”.
Estas
afirmações, gratuitas e sem conhecimento, aliás assumido pelo próprio, de
qualquer caso concreto, lançam uma suspeição genérica sobre funcionários,
polícias e Magistrados, de tráfico de informação processual, o que não é tolerável
nem admissível.
Estas
afirmações são completamente irresponsáveis e contraproducentes a uma política
de comunicação que se quer séria, isenta e honesta, da parte do SMMP e de
qualquer Magistrado.
É
surpreendente que um Magistrado do Ministério Público adira às teses de alguns
interesses, contrários à realização da Justiça e à própria Magistratura que
pretende representar.
Num
momento em que existem processos criminais extremamente sensíveis que envolvem
pessoas poderosas de diversas áreas políticas e económicas, não se compreende
que alguém coloque em causa a seriedade de quem investiga.
Os
candidatos da Lista A repudiam tais afirmações, sustentando ao invés uma
política de comunicação consistente, nunca baseada em “sound bites” egotísticos, mas no conhecimento do que se diz e na
ponderação do que se afirma publicamente, na defesa intransigente dos
Magistrados do Ministério Público.
Saudações
sindicais
